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  1. José Predebon
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    Prof. Marketing - ESPM
Second Life

PC | Configuração Mínima

Internet Cabo ou DSL •
Windows XP (SP2) ou 2000 (SP4) •
Pentium III 800MHz ou Athlon •
256MB de RAM •

Placa de vídeo nVidia GeForce 2, GeForce 4mx ou melhor ou ATI Radeon 8500, 9250 ou melhor

Mac | Configuração Mínima

Internet Cabo ou DSL •
Mac OS X 10.3.9 •
G4 1GHz •
512MB de RAM •

Placa de vídeo nVidia GeForce 2, GeForce 4mx ou melhor ou ATI Radeon 8500, 9250 ou melhor

Onde baixar?

Diretamente do site
www.secondlifebrasil.com.br

 

 

 

Second Life

Fiquei esta semana pensando tanto neste assunto que acabei pirando. Quanto mais eu pesquisava mais eu pirava. Quando resolvi navegar pelo universo do Second Life então... piorou! Desisti de vez.

A nova febre das empresas brasileiras e dos marketeiros de plantão é desenvolver uma ação dentro do Second Life. Empresas famosas como IBM, Bradesco, Tecnisa, Fiat entre outras, lá estão e eu tinha que dar meu parecer sobre esse assunto para um Cliente que também quer entrar nesta onda.

Procurei fazer algo mais imparcial possível, mas confesso que foi muito difícil ser imparcial com algo, a meu ver, tão descabido.

Quando levantei dados sobre o assunto comecei a pensar no que levaria tantos brasileiros, em sua maioria jovens, a passarem horas do dia no papel de personagens inventados, conversando com outros personagens, sem o menor objetivo.

O Brasil ocupa o 4o. lugar no ranking de usuários do Second Life. Segundo um dos idealizadores do Orkut, onde a presença de brasileiros também é maciça e chega a mais de 20 milhões de usuários, isso se dá devido ao fato de que “...os brasileiros são muito abertos, amigáveis e costumam utilizar muitos serviços da internet, o que contribui para que as informações circulem rapidamente...”. Será mesmo?

No Orkut, mesmo considerando-se as mentiras e os devaneios, é gente conversando com gente. Já no Second Life não, são assumidamente personagens criados pelos usuários. Estão criando um universo onde podem tudo, onde não existem regras (ou quase), uma verdadeira terra de ninguém.

O que esperam estas empresas reais obter dentro deste mundo virtual?

Passamos anos pesquisando e tentando conhecer nossos Clientes para desenvolver ações focadas. O que eles conhecem destes habitantes do Second Life? Absolutamente nada.

Mesmo pensando que por detrás de cada personagem existe um ser real, mais assustada ainda eu fico em tentar conhecer esta legião de jovens com disponibilidade de ficar horas jogando na internet.

Para mim o Second Life é apenas um jogo, bonitinho e mal estruturado. Talvez seja um modismo e acabe logo ou gere outros jogos mais inteligentes. Talvez seja um tremendo sucesso e dure por muito tempo. Mas hoje a realidade deste mundo virtual é outra.

Acho mesmo que criar um universo paralelo é uma coisa complicada. A prova disso é que vemos lá a criação de espaços que copiam a nossa realidade. Estão imitando o real em um mundo virtual. Será que precisamos realmente disso?

Mais do que discutir como participar do Second Life precisamos fazer um “tratado psicológico” sobre o assunto. Um assunto para psicólogos e sociólogos “reais”!

 

silvia abolafio, designer gráfico

 

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Para entender melhor...

O QUE É O SECOND LIFE?
Second Life é uma plataforma virtual 3D, de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real”. Trata-se de uma bolha digital, um espaço comum, similar aos games 3D, no qual avatares customizados vivem sem se importar com as diferentes temperaturas de ambiente e necessidades existenciais biológicas. Todos já nascem com a certeza de sua imortalidade e não-envelhecimento. Em Second Life, o que importa é viver, experimentar, construir, comprar, socializar e brincar.

Para quem ainda não conhece... www.secondlifebrasil.com.br

Vício em internet...

Você é viciado na web?

O Estadão colocou no ar um teste online para que você possa descobrir se é ou não um compulsivo de web. Para fazer o teste, clique aqui. O teste, criado pela Dra. Kimberly Young, é um questionário de 20 itens que gradua o vício em leve, moderado ou severo.

Hospital das Clínicas inicia estudo sobre
vício em internet

Fonte: Folha Online | 12/05/2007

 

O Hospital das Clínicas abriu inscrições para tratamento de pessoas viciadas em internet. O tratamento será vinculado a um estudo conduzido pelo Instituto de Psiquiatria. Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, qualquer pessoa entre 18 e 75 anos pode participar como voluntário.

Os principais sintomas são a preocupação excessiva com a internet, necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação, exibição de esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet, irritabilidade ou depressão, instabilidade emocional quando o uso da internet é restringido, permanência de mais tempo conectado que o programado, trabalho e relações sociais em risco pelo uso excessivo e mentira sobre da quantidade de horas conectadas.

Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do estudo, serão selecionados usuários da internet que cumprem ao menos cinco requisitos. Quem quiser ser voluntário deve ligar para o 0/xx/11 3069 6975 de segunda a sexta-feira.

 

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Vício em internet...

Shutdown Day

Aconteceu no dia 24 de março, o primeiro Shutdown Day, 24 horas com o computador desligado pra se fazer "outras coisas".

 

No site da iniciativa havia até um placar onde as pessoas podiam votar em "consigo" ou "não consigo", e o "consigo" foi ganhando com folgada margem. Como a data marcada caiu num sábado, a dificuldade de se livrar do computador foi bem menor. Houve ainda um espaço para discussão, onde as pessoas opinaram sobre o que fazer no dia sem computadores.

 

Mas, claro: todas as opiniões e participações tiveram de ser dadas online e com o computador ligado...

Uma compulsão por outra

Fonte: O Estado de São Paulo | 17/05/2007

 

Casada e mãe de dois filhos, a aposentada S.G.S. (ela prefere não se identificar), de 54 anos, estava entre os 15 voluntários do primeiro grupo do projeto de Dependentes de Internet do Ambulatório Integrado dos Transtornos dos Impulsos do Hospital das Clínicas. Ela percebeu que estava com problemas quando o marido, um açougueiro cinqüentão acostumado a sair cedo para trabalhar, passou a reclamar do tempo que a mulher ficava na internet. “Ele me chamava para dormir e eu dizia que ia em seguida, mas ficava na rede toda a noite.”

Até o filho, de 28 anos, manifestou-se. “Ele me deu o apelido de a mais chata do Orkut (site de relacionamentos).” Sim, ela está no Orkut em mil comunidades. “Quase enlouqueci para dar conta de todos os e-mails.”

Não satisfeita com os 500 e-mails que recebia por dia, ela passou a usar a internet para ajudar os vizinhos, no Tatuapé, zona leste, e enviava currículos e pesquisava informações. “Não conseguia mais ficar longe da rede. Quando viajava para a casa da praia, ficava depressiva. Lá não tem computador”. Antes de se viciar na internet, a aposentada tinha compulsão por comida. “Era muito gorda. Mas fiz operação de estômago e então troquei o vício da comida pela internet”, conclui ela.

 

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Dupla Vida Dupla

Entre os pacientes do ambulatório, há casos ainda mais complexos. Solitária e depressiva, uma jovem de 23 anos, criou uma vida paralela no Second Life, um jogo que projeta o mundo em 3D, cujos participantes têm objetivos práticos, como ganhar dinheiro. No mundo virtual, ela arrumou emprego de secretária em uma construtora. E trabalhava, de fato, quatro horas por dia. Acabado o expediente, continuava no Second Life. Mas como garota de programa, no mundo virtual, ela projetou-se com a aparência sonhada, ou seja, com muitos quilos a menos do que na vida real. Ainda descobriu que com os trabalhos virtuais conseguia ter dinheiro para ascender socialmente - no Second Life. “No mundo virtual consigo ser aceita como gostaria de ser de verdade”, costumava dizer ela, que, depois da terapia, largou o mundo virtual.