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Frida e Diego

Kahlo e Rivera

Kahlo e Rivera casaram-se em 1929, divorciaram-se em 1940 para se "recasarem" em 1941. De 1931 a 1933 Rivera – convidado para pintar um mural - e Frida - na tentativa de experimentar alguns tratamentos pioneiros - viveram nos Estados Unidos, a "Gringolandia", como ela chamava.

O México inteiro, e de forma apaixonada, está comemorando o ano do centenário de nascimento de Frida Kahlo. Como parte das comemorações, o governo mexicano vai estampar a imagem de Frida e Diego Rivera - seu companheiro - na nota de 500 pesos. O casal desfruta de tamanho apelo popular, que as notas deverão ser disputadas na mesma proporção que, em Cuba, estrangeiros disputam a nota de três pesos, estampada com a foto de Che Guevara.

O cineasta mexicano Jesus Muñoz Delgado está produzindo um documentário de longa-metragem sobre o mais badalado casal asteca.

Cuba lembrará o centenário de nascimento de Frida e o cinqüentenário da morte de Diego Rivera com uma série de homenagens entre 6 de julho e 24 de novembro. Intitulada "Frida e Diego: Vozes da Terra", a homenagem "fala não só de dois grandes nomes das artes plásticas mexicanas, mas de dois artistas universais", disse o adido cultural da embaixada do México em Havana, Eduardo Menache.

Kahlo (1907-1954) e Rivera (1886-1957), que se casaram em 1929, "mais que mexicanos, são universais, e esta jornada servirá para continuar construindo a identidade dos dois países [Cuba e México]", acrescentou Menache, ao anunciar a viagem a Cuba de uma delegação mexicana encabeçada pela pesquisadora Teresa del Conde.

A homenagem, concebida originalmente pela cineasta cubana Sussette Martínez, é patrocinada pelas instituições culturais Casa das Américas e Centro Pablo de la Torriente, pelo Departamento do Historiador de Havana e pela embaixada do México.

Segundo Martínez, a homenagem prevê oito atividades principais, entre elas o evento teórico "Uma fita que envolve uma bomba", a exposição "Viva a Vida", de 40 artistas mexicanos, e a apresentação da peça teatral "Fitas de Seda", do cubano Jorge Espinosa.

Haverá ainda um concurso de composição musical, uma exposição de artistas cubanos e a confecção de um mural coletivo para a Casa do Benemérito das Américas Benito Juárez, no centro histórico de Havana.

As homenagens prevêem ainda um ciclo de cinema, com projeção de filmes, testemunhos de amigos e especialistas, além de documentários sobre o muralismo mexicano, movimento do qual Rivera é um dos principais representantes.

Aqui no Brasil, porém, as homenagens são mais discretas, e apenas a atriz Rosamaria Murtinho já anunciou preparar um espetáculo para homenagear a artista mexicana.

Marcos Hermes

Marcos Hermes

O fotógrafo planeja lançar um livro até o fim do ano. O título será "Brasilerô", e pretende retratar "a cara da música brasileira nos últimos 20 anos".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

U2 & I

U2 & i - Anton Corbijn

No exterior, um fotógrafo que atrai as lentes de diversas celebridades é o holandês Anton Corbijn. Uma das referência mundiais, o artista cobre a carreira do grupo U2 desde 1982 - fato que rendeu o livro U2 & i - The Photographs. Especialista em retratos em preto-e-branco, Corbijn teve seu trabalho revelado em capas como as das bandas Depeche Mode, Metallica e mais recentemente do grupo Killers (Sam's Town).

Capistas de CDs

Fonte: O Estado de São Paulo | 17/05/2007

 

Miniaturizar é preciso. Longe de ser o próximo slogan da esquerda politizada, não é necessário estar em dia com as notícias para perceber que massas gigantescas de informação são condensadas em minúsculos chips.

Mesmo assim, o desafio de preencher o espaço em branco, mesmo o de um pequeno quadrado como o de uma capa de CD, não é tarefa para qualquer um. Para traduzir em um click a obra de um artista, estúdios de design, fotógrafos e artistas plásticos são recrutados.

Para quem já foi desafiado mais de 400 vezes, como o fotógrafo carioca Marcos Hermes, o papel de 'revelador' da arte não parece assustar. Durante a reportagem do Estado, por exemplo, enquanto caminhava entre capas de discos, DVDs e banners promocionais de seu trabalho, dentro de seu estúdio/casa, em São Paulo, o fotógrafo de 33 anos era metralhado pelo seu celular. Do outro lado da linha, a produção de um 'tal' Padre Marcelo pedia que a sessão de fotos de seu próximo 'evangelho musical' fosse adiada mais uma vez.

Autodidata, Hermes nasceu na profissão preso às amarras das medidas limitadas de um CD. Com o desafio de explodir as formas dos artistas para fora daquele quadradinho, conseguiu se destacar na sua geração. Do primeiro trabalho com Cássia Eller, em 1999, até os mais recentes discos de Marjorie Estiano e Lobão, o fotógrafo computa de cabeça mais de 30 milhões de discos vendidos. 'Sou pé quente mesmo', brinca, ao mesmo tempo em que exibe seu último 'campeão de vendas': Ivete Sangalo no Maracanã.

Elifas Andreato: capista com 362 criações

Em 1991, a revista Rolling Stone anunciava que o CD havia matado a arte de embalar discos. A manchete não deixava de ter um fundo de verdade. Quem carregou os saudosos bolachões debaixo do braço, por anos a fio, ficou bem desconfiado quando a indústria decidiu 'acabar' com toda aquela diversão. No Brasil, apenas quatro décadas separavam a primeira capa produzida até o fim de uma arte pouco reconhecida no País. Em 1951, o desenhista Paulo Brèves tornou-se o primeiro capista do Brasil. Carnaval da Capitol foi sua primeira obra de arte.

Da geração do vinil, Elifas Andreato foi nosso maior capista. O artista contabiliza 362 capas, com destaque para A Ópera do Malandro, de Chico Buarque, A Rosa do Povo, de Martinho da Vila, Clementina de Jesus e A Arca de Noé 2, obra de Vinicius de Moraes. Elifas inaugurou sua coleção de capas em 1973, quando confeccionou Nervos de Aço, de Paulinho da Viola.

Mais do que um capista, Elifas Andreato é um dos mais importantes artistas gráficos do Brasil. Sua trajetória dentro das artes nacionais é única: saiu de uma condição miserável no interior do Paraná, conviveu com o analfabetismo até a adolescência, foi operário e militante político perseguido pela ditadura. Sem instrução formal tornou-se referência no meio intelectual e artístico do país. E, sem nunca ter passado por um banco de escola, Elifas Andreato chegou a ser professor de Artes na USP.

Outro capítulo bem-sucedido da cultura nacional é um paradoxo: respondeu pela falta de recursos do selo Elenco, no começo dos anos 1960. Para baratear os custos, as capas de seus discos levavam apenas duas cores (preto e vermelho). O desenhista César Villela se notabilizou com capas para artistas como Baden Powell, Nara Leão, Lúcio Alves e Sylvia Telles.

D. Pedro II - Bordalo

Dois em Um

Ainda como parte das comemorações do 13 de maio, o Museu Afrobrasil inaugurou outras três exposições: A Fotografia na Bahia de 1839 a 2006, José Balmes e Gracia Barrios, considerados chaves para a afirmação da contemporaneidade na pintura chilena, e Rogélia Peres, com 40 bijuterias da designer pernambucana.

MUSEU AFROBRASIL
Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega
Parque Ibirapuera, Portão 10
São Paulo, SP

Até 18/7, das 10h às 17h

O Tigre e o Caricaturista

Dois em Um, exposição com curadoria de Emanoel Araujo e patrocínio da Petrobras, comemora o centenário da morte de dois importantes personagens da história do século XIX: o brasileiro José do Patrocínio, considerado o Tigre da Abolição, e o caricaturista português Bordalo Pinheiro. Partindo deste encontro vivenciado na Revista O Besouro, (fundada em 1877 por Bordalo durante sua estada no Brasil), a exposição estabelece uma linha do tempo na qual deixa reverberar a relação de intensa produção e amizade destas figuras no exercício de delinear um panorama histórico do período, incluindo referências ao final do Império e à vida cultural do Rio de Janeiro do século XIX.

"Dois em Um é uma metáfora para traçar a trajetória política e sócio-cultural desse Brasileiro e desse Português que se encontraram na capital do Império e morreram no mesmo ano (1905), um em Lisboa e o outro no Rio de Janeiro”, explica o curador. Patrocínio, aliás, morreu escrevendo sobre a morte de Bordalo, deixando o texto incompleto, como narra Patrocínio Junior no poema: Rafael Bordalo Pinheiro.

Além de obras originais, tais como móveis, gravuras, pinturas, caricaturas e os textos dos dois personagens, a mostra vislumbra a vida cultural e política do Rio de Janeiro do século XIX, trazendo personalidades, eventos e trabalhos artísticos. Entre as personalidades estão figuras importantes da campanha abolicionista, como Antonio Bento, Luiz Gama, Joaquim Nabuco, André e Antonio Pinto Rebouças, Princesa Isabel e a Família Imperial Brasileira.

Das muitas facetas de Bordalo – desenhista, ceramista, pintor e jornalista –, enfatiza-se a atividade da caricatura que o tornou uma figura eminente não só em seu país de origem, mas também no cenário brasileiro, participando com sagacidade e humor da campanha abolicionista e da formação do partido republicano, em uma ampla crítica ao conservadorismo nas duas pátrias. Da longa trajetória de José do Patrocínio, desde sua infância em fazenda escravista na cidade de Campos, sua formação em enfermagem, casamento e atividade jornalística, percebe-se as influências sinuosas que o impulsionaram na luta contra a escravidão, formalmente iniciada em 1879 e afirmada posteriormente ao fundar a Confederação Abolicionista.