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cores aditivas da série São Paulo

Gabinete de Arte
Raquel Arnaud

Rua Arthur Azevedo, 401 | Pinheiros
São Paulo, SP
11 3083.6322
www.raquelarnaud.com

De 23/5 a 28/7
Segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 11h às 15h

O Gabinete de Arte Raquel Arnaud inaugura a exposição individual do grande expoente da arte cinética, o venezuelano radicado em Paris desde 1960, Carlos Cruz-Diez. Nessa exposição o Gabinete mostra 20 obras inéditas de Cruz-Diez: fisiocromias, cromografias e cromo-interferências.

Cruz-Diez participou pela primeira vez da II Bienal de Arte Internacional de São Paulo, em 1953 e das edições de 1957, 1963, 1965, 1967, 1979 e 2002. Sua primeira exposição individual no Brasil aconteceu no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em 1987, onde teve grande sucesso. Retornou em 1988, quando pintou a calçada e passagem de pedestres do novo espaço da Galeria, à época recém-inaugurada na Brigadeiro Luiz Antonio.

Em 1996 realizou sua última individual no Brasil, dessa vez já no Gabinete de Arte Raquel Arnaud localizado na Rua Arthur de Azevedo e em 2004 refez a instalação “Ambiente Cromo Interferente” realizada especialmente para uma estação de metrô de Paris em 1973 e refeita para a exposição Arte Contemporânea: uma história em aberto, (curadoria de Sonia Salztein) organizada pela Galeria paralelamente à Bienal de São Paulo de 2005, com grande sucesso de crítica e de público.

Nesse momento, fazendo jus ao seu reconhecimento internacional, Cruz-Diez está expondo consecutivamente na Galeria Denise René e na Maison de L’Amérique Latine, em Paris. Fez uma exposição itinerante “Utopia Cinética” começando em Palma de Majorca e terminando em Sevilha, no mês passado. Está participando da exposição “Los Cinéticos” em Madrid até julho próximo.

Outro grande propósito de sua pesquisa são os projetos arquiteturais, tais como a projeção Cromo-interferência que fará parte da mostra em São Paulo. Obra inédita no Brasil, produz uma interferência ótica no ambiente e nos visitantes da exposição.

carlos cruz-diez

Carlos Cruz-Diez

Nascido em Caracas dia 17 de agosto de 1923, e radicado em Paris desde 1960, tem obras em importantes museus, como MoMA de Nova York, Victoria and Albert Museum, Tate Gallery, em Londres e MAM do Rio de Janeiro.

Martin Chambi

Pinacoteca do Estado

Pça. da Luz, 2 | Centro
São Paulo, SP
11 3229.9844

Quatro Gerações de Chambi
De terça a domingo, das 10h às 18h
Até 15/7

Família Real, Olhar Virtual
De terça a domingo, das 10h às 18h
Até 2/12

Quatro Gerações de Chambi

As duas mostras de fotografia inauguradas dia 18/5 na Pinacoteca de São Paulo são obras de famílias. Na cafeteria do museu está uma série de trabalhos feitos por Ricardo Rojas e por suas filhas, Natasha, de 11 anos, e Nina, de 4 anos; no espaço ao lado, uma mostra com imagens realizadas pelo grande fotógrafo peruano Martín Chambi (1891-1973) e ainda por sua filha Julia, pelo neto Teo e pelo bisneto Andrés Chambi, uma exposição que reúne quatro gerações e por meio de cada uma delas percebemos, de certa maneira, “no outro, o mesmo eu”, como diz o curador, Diógenes Moura – a mostra é grande destaque do 8º Mês da Fotografia. São paisagens e retratos em 70 fotografias das “Quatro Gerações Chambi”, quase todas em preto-e-branco, – apenas Teo apresenta coloridas (e, curiosamente, ele é quem faz “o corte radical” dentro da linha do clã, produzindo uma pesquisa diferente).

Já a mostra “Família Real, Olhar Virtual”, de Rojas e suas filhas, com curadoria de Antonio Gonçalves Filho, repórter especial do jornal “O Estado de S. Paulo”, revela como o olhar despretensioso pode se apresentar extremamente poético e rico de “construções sofisticadas”. Na Páscoa de 2006, o fotógrafo foi com sua família a Tiradentes e levou suas câmeras Lomo, de origem russa, que fazem imagens em seqüência com poucos recursos. “Há vários tipos de Lomo, uma delas nem tem o visor: basta apontar e apertar o botão”, diz Rojas. Dessa maneira, de certa forma, como afirma o curador, eles fizeram “uma foto feita às cegas”: a riqueza desse trabalho está no “complemento entre o objeto imaginado pelo fotógrafo e a força do imponderável”, nas palavras de Gonçalves Filho.

Ricardo Rojas

Família Real, Olhar Virtual

Ricardo Rojas aliou-se às filhas Natascha, 11, e Nina, 4, e juntos construíram a mostra Família Real, Olhar Virtual, que acopla 22 imagens registradas pela popular câmera Lomo.

Flavio Samelo

Ateliê Eastpak

Rua Augusta, 2685 | Jardins
São Paulo, SP
11 3081.1979

Segunda a sábado, das 10h às 20h
Até 15/6

Samelo e Hellmeister

Depois de inaugurar o “Eastpak Art Sat”, projeto que cria um espaço para a disseminação e fomentação das manifestações urbanas, a Eastpak traz o skatista e fotógrafo Flavio Samelo, conhecido há 14 anos por suas fotos de skate e telas que mesclam arte e arquitetura. Além da residência, Samelo prepara uma exposição especial de obras realizadas em conjunto com Tide Hellmeister, considerado o mago da colagem e da tipografia. Na Eastpak todos os dias da semana, de 15 de maio a 15 de junho, Flavio Samelo produzirá, às vistas do público, colagens, fotografias, quadros e outras peças em edição exclusiva para a marca. O artista busca grande parte de sua inspiração nas ruas e é nelas que encontra materiais, como papelão, passagens aéreas, madeira, lápis de cor, canetas esferográficas, entre outros, para compor seus trabalhos.

Enquanto isso, as cerca de 20 obras de Samelo e Tide, preparadas antecipadamente à residência na Eastpak, serão expostas no Ateliê e vendidas sob preço médio de R$ 300,00 no intuito de torná-las mais acessíveis ao público. O trabalho da dupla consiste em desenhos e fotos urbanas de Samelo que recebem interferências de colagens e letras de Tide, num misto, onde a imagem e o design se complementam. Flavio Samelo foi responsável por elevar a foto de skate, no Brasil, ao status de arte. E foi este talento que chamou a atenção de galerias internacionais e de marcas reconhecidas mundialmente. Entre exposições coletivas e a individual “Veja Rua”, na Galeria Choque Cultural, Flavio reuniu suas observações fotográficas de skate, arquitetura, graffiti e diversas paisagens urbanas no livro “Skate Arte”. A publicação, já editada, ganha versão limitada de 30 exemplares numerados e ilustrados por ele, à venda na Eastpak.

O primeiro artista residente do Ateliê Provisório foi Michael Arms, conhecido por seus criativos robôs que tiveram edição exclusiva para a Eastpak, assim como as telas e lambes de Camila Pavanelli e os pôsteres, camisetas e toy arts de Sesper. Algumas peças ainda estão à venda na loja. A Eastpak está envolvida em diversas ações para promover seus valores, movimentando os espaços urbanos. Na Europa e EUA, a marca patrocina campeonatos de skate e outros esportes radicais, bandas de rock e artistas plásticos que ilustram edições especiais de suas mochilas. Agora é a vez de o Brasil conferir o potencial da marca de mochilas que se tornou ícone jovem e é líder em seu segmento na Europa.

Tide Hellmeister

Hellmeister

Paulistano nascido em 1942, na rua Tupi, bairro do Pacaembu, Tide é apaixonado desde criança por letras e colagem. Ele se orgulha por ser um autodidata que começou a trabalhar aos 17 anos na TV Excelsior, onde foi ajudante do cenógrafo Cyro Del Nero. São 46 anos de paixão pelo grafismo, tipografia e caligrafia. Parte deste tempo, cerca de três décadas, trabalhou em redações de grandes jornais e revistas brasileiras. Durante sete anos, ilustrou a coluna de Paulo Francis nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.

Em todas suas criações, a competência e a ousadia são marcas inconfundíveis e lhe renderam muitos prêmios no Brasil e no exterior. A primeira exposição individual de seu trabalho com colagem ocorreu em 1963, como parte da Exposição de Poesia Ilustrada, e mostrava 12 imensos painéis de 3m x 1m. Quatro décadas depois, sem jamais se desgrudar da colagem, Tide é considerado um virtuose.

Leonilson

Estação Pinacoteca

Lgo. General Osório, 66 | Centro
São Paulo, SP
11 3337.0185

De terça a domingo, das 10h às 18h
Até 3/6

Léo, 50

"Léo, 50" é uma exposição bastante modesta diante da importância que o artista José Leonilson (1957-1993) vem alcançando, tanto no Brasil como no exterior - ainda mais em se tratando de uma mostra que comemora os 50 anos de seu nascimento.

Além de ser uma referência constante para novas gerações de artistas, institucionalmente sua importância vem crescendo: ele é um dos nomes que farão parte da próxima Bienal de Veneza, a ser inaugurada no mês de junho, e suas obras foram adquiridas por instituições como o Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, o Museu Nacional de Arte Moderna, no Centro Pompidou, em Paris, e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, por meio de doação.

Surgido em meio à chamada Geração 80, Leonilson se destacou não só pelos experimentos formais na pintura, como o uso da tela sem chassi, que marcaria essa geração, mas também pela alta carga poética de sua pesquisa, que partia de questões biográficas, especialmente de sua homossexualidade e da busca do amor, sem, no entanto, tornar-se militante.